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programação, música e viagens.

O dia em que deixei de testar minha aplicação

Posted by Ricardo Bernardelli

Desde que comecei a trabalhar na GoNow, me tornei muito mais habituado aos testes do que já pensava que eu era. Graças ao meu time, tenho um grande incentivo pra escrever o teste antes da implementação e, de fato, não me deixa viciado no código que já fiz.

Veja o seguinte, se você implementa e depois escreve o teste, você errou. Você não sabe realmente se o que você fez está certo porque o teste que você fizer, vai ser em cima do que já está feito. Fazer um teste para o código que você escreveu não garante a confiabilidade do seu código, nem mesmo se ele faz o que deveria fazer, afinal, o teste vai passar de acordo com o que você já codou.

Uma história mais real disso foi um projeto que peguei e errei 2 vezes. Foi pré-estimado um período para fazer uma implementação que acabou por exceder. Em conversas com o cliente, esse período foi mais uma vez estimado, desta vez eu me comprometendo com a entrega. Esse foi o erro número um. Estimativa errada e o comprometimento com o prazo errado.

Como o comprometimento foi dado, era preciso terminar a aplicação. A saída que pensei (e errei) em ser a mais rápida, era codar e tentar garantir que o código faz o que deveria fazer. Pronto. Erro número dois. Além de estimar errado, não me orgulhei de um código que fiz porque não testei devidamente, literalmente abandonei e de velocidade, não ganhei nada. Dois erros que considero graves em apenas um projeto.

Eu falhei comigo. É normal falhar, mas não quando você tem uma cobrança consigo mesmo e tem uma equipe que preza pelas melhores práticas.

Por mais que esteja com prazos estourados, não deixe de escrever os testes. Isso vai fazer com que no final, você mais ganha do que perde. O ganho vai ser implícito para o cliente e vai ser melhor para você mesmo.

Esse post é mais um registro pra eu sempre lembrar dos erros que cometi e não repeti-los.

Qqr coisa, me chamem pra conversar no gtalk (ricardobcs@gmail.com) ou no twitter.

Scheduler

Posted by Ricardo Bernardelli

No dia a dia do desenvolvimento, sempre nos deparamos com necessidades de executar tarefas como dump de bancos, disparos de emails, etc.

Em Rails, já utilizei duas gems legais, rufus-scheduler e whenever.

O rufus-scheduler nada mais é do que um processo rodando em ruby na sua própria aplicação. Foi bem feita, mas particularmente eu achei q além de sobrecarregar a aplicação, dependendo do que você quer fazer, estoura alguns erros.

O whenever já utiliza do crontab, não sobrecarregando em alguns casos a sua aplicação.

Para utilizar ele, precisa instalá-lo:

$ gem install whenever

Uma vez instalado, dentro da sua aplicação você chama:

$ wheneverize .

[add] writing `./config/schedule.rb’
[done] wheneverized!

O arquivo config/schedule.rb é onde vc escreverá, em ruby, o que vai para o cron. Nele você pode rodar um rake, ou um runner, ou um comando mesmo unix e setar por horas, minutos, dias ou anos da seguinte forma:

every 2.hours do
command ‘/usr/bin/some_great_command’
runner ‘MyModel.something’
rake ‘some:rake:task’
end

E voy là:

whenever -w

[write] crontab file written

Para ver o que está no seu crontab, você pode utilizar o comando ‘crontab -l’.

Existem várias maneiras para sempre carregar o que está no seu whenever. Uma delas é criar um arquivo dentro do config/initializer e colocar `whenever -w`. Isso vai sempre executar e sobrescrever o seu crontab.
Outro é executar quando fizer um deploy usando capistrano, e nele, mandar executar o comando whenever -w.

Abraços.

Bye Ireland. Olá Brasil.

Posted by Ricardo Bernardelli

Terminou. Foi-se. Acabou!

Mesmo achando que iria postar várias vezes aqui, me enganei. Mas como fiz um post inicial, um no meio, falta do fim.

Como embarquei dia 13 de dezembro de 2008, nada mais justo desembarcar 13 de dezembro de 2009, fechando assim 1 ano de experiência vivida em terras geladas irlandesas.
Marquei vários pontos durante esse ano. Novos amigos, novos conhecimentos, nova experiência, nova vida, novo Ricardo. Fui o louco que chamaram quando decidi largar tudo aqui para viver algo do zero, e fui mais uma vez o louco que decidiu largar tudo lá e voltar para o meu país recomeçar (ou continuar?).

Admito que voltei com o coração mais apertado do que quando fui. Não consegui ainda ponderar se foi o momento certo para retomar aqui, mas tenho a certeza que a readaptação aqui no Brasil foi mais complicada do que a adaptação na gringa – mas isso sim é um assunto de mesa de bar.

Saldo final: 100% de lucro.

a half year abroad!

Posted by Ricardo Bernardelli

Felicidades e tristezas. Alegrias e decepções. Aproveitamento mais do que cem por cento. É assim que tenho considerado tudo que venho vivendo fora do meu querido Brasil. É assim que venho crescendo cada vez mais e me tornando alguém muito melhor do que já sou.

O medo impera muitas vezes em novas experiências antes de ser praticadas. A busca por trabalho e o medo de não achar, o medo do novo, o medo dos antigos amigos que ficaram pra trás sumirem, o medo de fazer novas amizades, o medo do novo. Se não fosse esse medo que venho sentindo, não teria a mínima graça e não seria nada emocionante cada conquista que alcancei.

Foram viagens feitas, foram amigos novos, fluência em uma nova lingua, coisas que estão marcadas para sempre. É uma expêriencia que um dia pode terminar, mas vou viver buscando por mais e mais, contando com desafios, pra que me faça crescer como pessoa.

Como um conhecido que viveu aqui já tinha citado antes, virei também cidadão do mundo. Não quero retomar a vida rotineira e levar uma vida comum, ter um carro, uma casa, casar, filhos e trabalhar pra poder pagar um seguro-saúde pra poder um dia falecer em uma cama quentinha de algum hospital qualquer.

E conversando com um amigo que já viveu o que venho vivendo, termino dizendo suas palavras: “Dinheiro não tem valor. Qualquer bandido pode tirar isso de você. Invista em conhecimento, viagens, cultura e conheça novas pessoas. Isso ninguém nunca vai tirar de você, só a morte.”

Texto que mandei no google groups e-dublin

Posted by Ricardo Bernardelli

Imendando o post de hoje do e-dublin, falando sobre orgulho de dois amigos
do Edu, vou contar uma expêriencia que aconteceu comigo no trabalho e eu me
senti envergonhado pela pessoa, que por sinal é brasileira. Irei chama-la de
Astrotilde.

Venho fazendo treinamento há 2 semanas e passando por vários setores da
empresa, aprendendo sobre tudo pra poder cobrir qualquer posição que venha a
precisar.

Acontece que, numa dessas, em um dia desses, eu cheguei pra cobrir o turno
da tarde/noite e Astrotilde estava saindo do turno da manhã, e como boa
brasileira, Astrotilde gosta de trocar umas palavras em português. Era a
segunda vez que falava comigo. A primeira foi no primeiro dia de trabalho e
suas unicas palavras diziam que a vida aqui não estava fácil e que o
trabalho ela tinha certeza que ia ser um saco (detalhe: sem ter
trabalhado!), mas que precisava de dinheiro, já que mesmo com cidadania
italiana não estava ajudando em nada e sua “profissão” aqui não estava
rendendo nada também.Na segunda vez que conversamos, na troca de turno,
Astrotilde diz que não quer fazer o trabalho pesado, que não é pra ela, mas
que mesmo assim ela não ia reclamar (mas já estava!) e que precisava de
dinheiro.

Conclusões:
1 – Se você vier pra cá e precisar trabalhar (99,9% de nós precisamos) faça
com vontade e disposição, e não reclame NUNCA. Tem mta gente procurando
trabalho, já que não estamos numa época boa e, tenho certeza que se você não
fizer bem o seu trabalho, não vão hesitar em colocar outra pessoa no seu
lugar.

2 – Meu medo é que Astrotilde queime o filme dos brasileiros no trabalho, já
que ela é preguiçosa, não quer fazer o que mandam – ou seja, vai fazer  mal
feito. Eu espero que, assim como eu, os outros brasileiros façam bem feito o
trabalho e mostrem que o problema vai ser ela, não os brasileiros em geral.

3 – É fantástico ver como europeu não reclama do tipo de trabaho. Um dos
meus workmates é formado em Eng. Civil, só que por conta da crise, perdeu o
emprego e conseguiu outro, em outra area totalmente diferente, e tá lá,
fazendo com a maior vontade e prazer, sem nenhum tipo de preconceito.

4 – Independente do trabalho que você tenha, faça valer a pena cada centavo
ganho. Mostre seu potencial, mostre que você pode crescer, fixar uma
confiança maior. Não vá simplesmente pelo dinheiro, não vá pra somente fazer
seu trabalho reto e redondo, mostre pró-atividade. Faça a diferença, faça
valer, seja a diferença!

Não sou mto bom em escrever textos mas estou compartilhando essa experiência
pra ninguém cair na mesma que Astrotilde.

See you!

Até então…

Posted by Ricardo Bernardelli

Já passou da hora de eu atualizar com algum conteúdo aqui.

Daqui 4 dias farão 3 meses que deixei o Brasil para viver uma aventura diferente, presenciar algo novo na minha vida. Mta coisa eu pensei que fossem ser diferentes como achar trabalho, casa de imediato e viajar tão logo.
O tempo só voou nesses 3 meses e a impressão é que não aproveitei nada até então mesmo tendo feito um monte de coisa nova.
Por sorte, estou com um apartamento ótimo em frente ao mar morando com um hungaro super gente boa! Perfeito para falar inglês, aproveitando a fluência dele.
O emprego comecei quinta passada (dia 5) com o treinamento. Estou trabalhando no Burguer King no aeroporto de Dublin, ou seja, quem vier pra cá, passa dar um alô pra mim lá. É divertido e cansativo ao mesmo tempo, a parte boa é que o sonho de viajar pra ótimos lugares na Europa aumentou, já que vou ter dinheiro pra isso, além do meu sustento e minhas contas.
Quanto a saudade: isso só aperta. Mata lembrar da família, dos bons churrascos do Brasil, do calor, da comida da minha mãe, da minha bateria, dos meus cachorros.. mas tenho certeza que vai ser ótimo voltar reencontrá-los e pensar que a missão toda feita aqui foi cumprida. Não sei exato quando volto, não sei quanto tempo fico aqui, mas eu volto um dia pra matar a saudade, nem que seja por uns dias..

Server…

Posted by Ricardo Bernardelli

…novo! :D

Vamo ve qualeh q eh dessa dreamhost!

Enfrentando a dificuldade…

Posted by Ricardo Bernardelli

….da internet!

Ainda tá dificil estabilizar em algum pico de internet aqui! Mas logo prometo contar tudo!

Início da aventura

Posted by Ricardo Bernardelli

Em dois dias, a aventura começa!

Foram longos meses esperando que chegasse o dia 13/12/2008. Será o grande dia de mudar e crescer, viver novas experiências, conhecer o mundo, abrir ainda mais a cabeça. Deixo pra trás família, banda, amigos, faculdade, trabalho fixo, etc, para viver o novo e o improvável, com pouco dinheiro e sem ajuda alguma monetária dos pais. Será viver sem saber o dia de amanhã.

Prometo beber bastante cerveja Guinness por todos aqueles que me apoiaram e me deram forças para não desistir e não sentir medo.

Acompanhem. Colocarei um histórico de como é a vida fora do Brasil.

Sentirei saudades. Adiós amigos!

Irlanda então?

Posted by Ricardo Bernardelli

Pesquisando bastante sobre intercâmbios, pra onde ir, etc e tal, cheguei a conclusão que devo ir para Irlanda. Motivos? Vários.

Sempre sonhei em viajar para os Estados Unidos. Os videos, as fotos, tudo, muito atraente. Seria legal? Pra qqr lugar seria, mas não poderia conhecer TANTA coisa igual a Europa. Mas especificante falando, pq a Irlanda?
Irlanda é um lugar em que posso entrar no país sem tanta burocracia. Só aparecer com a carta da escola, carta de acomodação, apresentar o cash e levar o passaporte. Pronto! Visto fácil e rápido. Vou ser um estudante irlandes. Contudo, meu dinheiro não é suficiente pro resto da vida, preciso trabalhar, certo? Na Irlanda os estudantes são reconhecidos e podem trabalhar legalmente, e isso é bom. Ir pra fora pra ficar ilegal é bem arriscado e não é o que estava afim de fazer.

As datas estão pré-definidas. Na medida do possível, vou abrindo mais o jogo para o leitor que não existe! hehehe

Tenho muitas informações sobre isso para postar de tudo que já pesquisei. Vou reunir o melhor e compartilhar.

See ya!

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