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programação, música e viagens.

Texto que mandei no google groups e-dublin

Posted by Ricardo Bernardelli

Imendando o post de hoje do e-dublin, falando sobre orgulho de dois amigos
do Edu, vou contar uma expêriencia que aconteceu comigo no trabalho e eu me
senti envergonhado pela pessoa, que por sinal é brasileira. Irei chama-la de
Astrotilde.

Venho fazendo treinamento há 2 semanas e passando por vários setores da
empresa, aprendendo sobre tudo pra poder cobrir qualquer posição que venha a
precisar.

Acontece que, numa dessas, em um dia desses, eu cheguei pra cobrir o turno
da tarde/noite e Astrotilde estava saindo do turno da manhã, e como boa
brasileira, Astrotilde gosta de trocar umas palavras em português. Era a
segunda vez que falava comigo. A primeira foi no primeiro dia de trabalho e
suas unicas palavras diziam que a vida aqui não estava fácil e que o
trabalho ela tinha certeza que ia ser um saco (detalhe: sem ter
trabalhado!), mas que precisava de dinheiro, já que mesmo com cidadania
italiana não estava ajudando em nada e sua “profissão” aqui não estava
rendendo nada também.Na segunda vez que conversamos, na troca de turno,
Astrotilde diz que não quer fazer o trabalho pesado, que não é pra ela, mas
que mesmo assim ela não ia reclamar (mas já estava!) e que precisava de
dinheiro.

Conclusões:
1 – Se você vier pra cá e precisar trabalhar (99,9% de nós precisamos) faça
com vontade e disposição, e não reclame NUNCA. Tem mta gente procurando
trabalho, já que não estamos numa época boa e, tenho certeza que se você não
fizer bem o seu trabalho, não vão hesitar em colocar outra pessoa no seu
lugar.

2 – Meu medo é que Astrotilde queime o filme dos brasileiros no trabalho, já
que ela é preguiçosa, não quer fazer o que mandam – ou seja, vai fazer  mal
feito. Eu espero que, assim como eu, os outros brasileiros façam bem feito o
trabalho e mostrem que o problema vai ser ela, não os brasileiros em geral.

3 – É fantástico ver como europeu não reclama do tipo de trabaho. Um dos
meus workmates é formado em Eng. Civil, só que por conta da crise, perdeu o
emprego e conseguiu outro, em outra area totalmente diferente, e tá lá,
fazendo com a maior vontade e prazer, sem nenhum tipo de preconceito.

4 – Independente do trabalho que você tenha, faça valer a pena cada centavo
ganho. Mostre seu potencial, mostre que você pode crescer, fixar uma
confiança maior. Não vá simplesmente pelo dinheiro, não vá pra somente fazer
seu trabalho reto e redondo, mostre pró-atividade. Faça a diferença, faça
valer, seja a diferença!

Não sou mto bom em escrever textos mas estou compartilhando essa experiência
pra ninguém cair na mesma que Astrotilde.

See you!

Até então…

Posted by Ricardo Bernardelli

Já passou da hora de eu atualizar com algum conteúdo aqui.

Daqui 4 dias farão 3 meses que deixei o Brasil para viver uma aventura diferente, presenciar algo novo na minha vida. Mta coisa eu pensei que fossem ser diferentes como achar trabalho, casa de imediato e viajar tão logo.
O tempo só voou nesses 3 meses e a impressão é que não aproveitei nada até então mesmo tendo feito um monte de coisa nova.
Por sorte, estou com um apartamento ótimo em frente ao mar morando com um hungaro super gente boa! Perfeito para falar inglês, aproveitando a fluência dele.
O emprego comecei quinta passada (dia 5) com o treinamento. Estou trabalhando no Burguer King no aeroporto de Dublin, ou seja, quem vier pra cá, passa dar um alô pra mim lá. É divertido e cansativo ao mesmo tempo, a parte boa é que o sonho de viajar pra ótimos lugares na Europa aumentou, já que vou ter dinheiro pra isso, além do meu sustento e minhas contas.
Quanto a saudade: isso só aperta. Mata lembrar da família, dos bons churrascos do Brasil, do calor, da comida da minha mãe, da minha bateria, dos meus cachorros.. mas tenho certeza que vai ser ótimo voltar reencontrá-los e pensar que a missão toda feita aqui foi cumprida. Não sei exato quando volto, não sei quanto tempo fico aqui, mas eu volto um dia pra matar a saudade, nem que seja por uns dias..